domingo, 11 de fevereiro de 2018

"São rosas..."




Rosas em Fevereiro?
Sim, rosas todo o ano, a qualquer altura, a qualquer instante.

O milagre das rosas, que conta a tão bela história da Rainha Santa Isabel e a sua eterna bondade para com os mais necessitados, eternizou-se ao longo dos séculos. Esta flor que tão bela é pelo seu singular aspecto de pétalas delicadas, com um cheiro próprio, cheiro a amor, é aquela que mais caracteriza todos os momentos em que se deseja demonstrar afecto, carinho, amizade, gratidão, amor incondicional.

Sempre vi a rosa como uma flor vulgar....de tão falada e associada a romantismo, de tão exibida com os seus espinhos particulares, deixei-a de parte e procurei para mim outra flor, uma que eu gostasse ao olhar. Algumas singelas, outras grosseiras, umas pequenas, outras grandes. São muitas, afinal são muitas as flores de que gosto.

Mas... Agora tem a rosa, a sua formosura e o que significa, ao que associo em mim. Os espinhos são para sua defesa, são para não as cortarmos dum belo jardim, são para nos espetarmos e vermos o sangue que corre no dedo, encarnado, sinal de vida. Sentir o seu perfume é fechar os olhos e viajar. Sentir o veludo das suas pétalas, deixá-las secar, brincar com elas, guarda-las, olhar para elas e mesmo assim sentir, sentir, sentir...

Como é belo perceber que a vulgaridade da rosa, passou a ser a minha tão estimada rosa-flor.

Uma rosa para cada uma das rosas da minha vida.

To be continued...

sábado, 27 de janeiro de 2018

We Can Do It!


So...this is Rosie, the Riveter (na tradução: Rosie, a rebitadeira) e por trás deste cartaz, criado em Fevereiro de 1943 pelo artista J. Howard Miller, baseado numa fotografia a preto e branco, está a história duma operária norte-americana, em exercício das suas funções, com uma bandana vermelha às bolas brancas e com o braço flectido alto, punho cerrado, manga arregaçada e olhar determinado. Seria esta demonstração um gesto de força e coragem que daria início ao movimento feminista, tornando-se um símbolo de combate ao patriarcado, ao machismo e à ideia da mulher enquanto sexo frágil.

Desde então, passaram-se muitos anos para se descobrir a verdadeira identidade de Rosie, com muitas reenvidicações e aproveitamentos por parte de várias mulheres, na expectativa de serem consideradas verdadeiros ícones. Mas em 2016, finalmente, e após seis anos de investigação intensa por parte do professor universitário James Kimble da Seton Hall University do estado de New Jersey, chegou-se à verdadeira identidade de Rosie, a já falecida Naomi Parker Fraley, no passado dia 20 de Janeiro com 96 anos.

O mote foi dado numa época crítica, como modo de propaganda, um incentivo ao voluntariado das mulheres a ingressarem ao trabalho em fábricas, para colmatar as falhas dos homens que iam para a guerra. E assim surgiu o movimento do "We can do it" (nós conseguimos) e conseguiram e conseguimos todas, sem dúvida alguma.

Este breve enquadramento vem com o propósito muito simples de reforçar a ideia de que podemos sim e juntos podemos ainda mais. Durante um mês (o mês de estudar exaustivamente para os exames, terminar trabalhos, dormir poucas horas, etc.) utilizei muito um emoji conhecido para quem utiliza chats de conversação 💪. Este braço em punho, sinónimo de força (não só para quem frequenta os ginásios e quer mostrar os seus bíceps desenvolvidos!), é algo determinante em maior parte das vezes, nem são precisas palavras para associar ou descrever a conversa, basta 💪 e já todos percebemos e sabemos que estamos todos juntos, no mesmo barco, para o mesmo objectivo e que irá sim, correr tudo bem.

Por exemplo, a expressão "a união faz a força" é de tal forma banalizada até, assim como tantas outras expressões que utilizamos nos nossos dias, mas é nelas que nos deveríamos focar. Não deveriam nunca ser usadas em vão e sim usadas em prol de... 
O poder das palavras será sempre muito forte e determinante em tudo na nossa vida. Vivemos disso, palavras e acções e fico muito feliz por um "we can do it" não ser só uma expressão e ser uma acção partilhada.

Para as pessoas determinadas e "não banalizadas" da minha vida e que arregaçam as mangas sem nunca sentirem frio na pele...


We Can Do It


To be continued...

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Passados 12 anos...eis que:


Pois... desde a última vez que me dediquei a criar este formato online de uma espécie de diário, já quase se passou um ano!! O tempo passa e tanta coisa mudou e se criou, felizmente :)

A grande novidade e alteração à minha vida, foi mesmo deixar o to be continued do Dolce Far Niente e iniciar uma etapa que está bem longe disso, mas que traz conhecimento, traz vida consigo... Iniciar os estudos após 12 anos sem saber o que era voltar a estudar com o objetivo de cumprir metas (entregas de trabalhos, exames...).

Voltar à Universidade e ser trabalhador-estudante é assim um desafio tamanho. Via as colegas de trabalho e amigas a cumprir estas etapas e pensava "Eu nunca me hei-de meter nisto!", "Não consigo, é super difícil e cansativo!", admirava-as por serem lutadoras, via-as a colher o fruto do conhecimento, mas mesmo assim os anos passavam e as mesmas expressões pairavam na minha cabeça.

Mas um belo dia, ao ler um belo e-mail (em Julho de 2017) a divulgar já a 2ª fase de candidatura a um Mestrado, pensei...pensei...pensei e decidi e fui e disse "Seja o que Deus quiser.". 

É difícil? É. Já pensei em desistir? Já. Valerá a pena? Vale muito a pena, sempre! Nem que seja difícil, aprende-se muito. Ganham-se novas amizades, novas culturas, aprendizagens de vida até. No final, virá a melhor recompensa, aquela que vem do meu suor, do meu esforço. Por isso, sim...vale muito a pena :)

Mesmo que deixe de socializar, fique fechada em casa a estudar, agarrada ao computador, já com os olhos a doer...vale sempre a pena. E o 2º semestre está quase concluído, ou seja, o tempo passaaaaaaa...

To be continued...

PS: que o próximo post não seja tão demorado, espero!! 😅


sábado, 4 de março de 2017

Dolce Far Niente @ Monte Real

Férias precisam-se!

O desafio do Spa foi lançado, a célebre expressão Dolce Far Niente (usada para descrever o prazer de não fazer nada) ficou a pairar no ar e numa pesquisa por experiências relaxantes lá surgiu o programa perfeito para mim: 





E o mês de Março iniciou na perfeição com a natureza à volta, o sossego, a paz, a tranquilidade que tanto necessitava.

Mas vou descrever-vos a minha experiência. Já tinha ficado alojada no Hotel Palace Monte Real e usufruído das instalações do Spa em 2011 e daí a referência e a vontade em voltar, mas desta vez sozinha. Tudo se tornou muito interessante e diferente, porque fui sozinha. Daí o desafio. Se calhar, para muitos, isto é uma situação normal, banal até, para mim seria descobrir algo novo...

Fui fazer a experiência durante a semana, o que se torna bem mais tranquilo, praticamente Spa só para mim, restaurante do hotel só para mim, corredores e sofás das zonas de lazer só para mim. Giro!

Antes de iniciar o circuito Spa Monte Real, fiz a experiência Chromo Float Bed... foram só os melhores 15 minutos da minha vida (em algo deste género, claro!).

Deixo-vos a descrição:
  • Circuito Spa Monte Real: Com duração máxima de 2 horas, por pessoa, inclui o acesso a: Piscina de relaxamento aquecida; Jacuzzi, Thermo-Garden (sauna, banho turco, rain sky, kneipp, cascata); Duches Sensações (eucalyptus rain - duche que simula um dia de inverno e caribbean storm - duche que simula uma tempestade tropical); Zonas de Relaxamento.

  • Chromo Float Bed: Experiência de relaxamento intenso, que promove uma sensação de flutuação sobre cama de água aquecida a 35º. Este equipamento incorpora um colchão de água com cromoterapia e com jatos subaquáticos, através dos quais é promovida uma massagem nas zonas lombar e cervical, proporcionando uma sensação de leveza. (Dur. 15 min)

Em relação a esta cama insuflável flutuante, cheia de jactos de água, a profissional que me recebeu e encaminhou disse que estes 15 min equivaliam a 8 horas de relaxamento!!!!! Fiquei de boca aberta e pensei "Ela está a gozar!", mas não... quando terminou e me levantei muito devagarinho, nem queria acreditar, parecia que levitava. Não digo mais nada, vão e experimentem e sintam o que eu senti :)

O circuito em si, é muito giro, bom para relaxar, até tirar umas fotos:






O Hotel Palace é lindíssimo... deste a arquitectura à decoração:



O jantar também estava incluído no programa e pensei eu que fosse o mais complicado de fazer sozinha. Não ter com quem comentar os pratos, os sabores... mas revelou-se algo único...foi surpreendentemente agradável jantar num restaurante super requintado e vazio... Só eu e o funcionário que me estava a servir. 

E assim se passou uma tarde e uma noite numa experiência enriquecedora, única e que, sem sombra de dúvidas, voltaria a repetir.

Mas agora vêm as confissões...
Partilhei o quarto com as amigas e amigos, nadei na piscina do Spa e fiz jacuzzi com essas mesmas pessoas...melhor, jantei com elas todas... as pessoas do meu coração, asclaúdias, todos reunidos em grupos de messenger e whatsapp, todos longe e tão perto... E a todos só tenho a agradecer a maravilhosa companhia e dedicação, quando sei que deixei "uma casa a arder" naquele hospital e fui de férias.

Obrigada!


"Life is like a boomerang. Whatever you give out in life is what you receive back."
 - Boomerang Effect -


To be continued...





segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

O início

Os 34... as chatas das amigas (que eu adoro) e uma necessidade louca de escrever sobre qualquer tema (proposto ou não), levaram a que me iniciasse nesta bidinha.

Para primeira publicação não há muito a dizer, só o propósito do blog... dedicado a todas e todos que ouvem a Cláudia todos os santos dias (faladora, chata, dramática q.b., sonhadora, explicadora de factos, coach do amour (só para os outros), romântica, indecisa, chorona, gentil, apaixonada, amiga do amigo, resmungona, art lover, Picasso addicted...e por aí...).

Como já não bastava terem de me ouvir, podem sempre ter o prazer de me ler por cá...

Escreverei sempre que puder, é uma promessa. As amigas podem lançar os temas, eu publico. Em suma, será um blog não direccionado a nada em concreto, mas a tudo em geral.

Hoje é um dia especial...



Dove of Peace - Pablo Picasso 

(Retrata um pombo, num desenho de linhas simples, reconhecido como um dos maiores símbolos mundiais da paz)