sábado, 27 de janeiro de 2018

We Can Do It!


So...this is Rosie, the Riveter (na tradução: Rosie, a rebitadeira) e por trás deste cartaz, criado em Fevereiro de 1943 pelo artista J. Howard Miller, baseado numa fotografia a preto e branco, está a história duma operária norte-americana, em exercício das suas funções, com uma bandana vermelha às bolas brancas e com o braço flectido alto, punho cerrado, manga arregaçada e olhar determinado. Seria esta demonstração um gesto de força e coragem que daria início ao movimento feminista, tornando-se um símbolo de combate ao patriarcado, ao machismo e à ideia da mulher enquanto sexo frágil.

Desde então, passaram-se muitos anos para se descobrir a verdadeira identidade de Rosie, com muitas reenvidicações e aproveitamentos por parte de várias mulheres, na expectativa de serem consideradas verdadeiros ícones. Mas em 2016, finalmente, e após seis anos de investigação intensa por parte do professor universitário James Kimble da Seton Hall University do estado de New Jersey, chegou-se à verdadeira identidade de Rosie, a já falecida Naomi Parker Fraley, no passado dia 20 de Janeiro com 96 anos.

O mote foi dado numa época crítica, como modo de propaganda, um incentivo ao voluntariado das mulheres a ingressarem ao trabalho em fábricas, para colmatar as falhas dos homens que iam para a guerra. E assim surgiu o movimento do "We can do it" (nós conseguimos) e conseguiram e conseguimos todas, sem dúvida alguma.

Este breve enquadramento vem com o propósito muito simples de reforçar a ideia de que podemos sim e juntos podemos ainda mais. Durante um mês (o mês de estudar exaustivamente para os exames, terminar trabalhos, dormir poucas horas, etc.) utilizei muito um emoji conhecido para quem utiliza chats de conversação 💪. Este braço em punho, sinónimo de força (não só para quem frequenta os ginásios e quer mostrar os seus bíceps desenvolvidos!), é algo determinante em maior parte das vezes, nem são precisas palavras para associar ou descrever a conversa, basta 💪 e já todos percebemos e sabemos que estamos todos juntos, no mesmo barco, para o mesmo objectivo e que irá sim, correr tudo bem.

Por exemplo, a expressão "a união faz a força" é de tal forma banalizada até, assim como tantas outras expressões que utilizamos nos nossos dias, mas é nelas que nos deveríamos focar. Não deveriam nunca ser usadas em vão e sim usadas em prol de... 
O poder das palavras será sempre muito forte e determinante em tudo na nossa vida. Vivemos disso, palavras e acções e fico muito feliz por um "we can do it" não ser só uma expressão e ser uma acção partilhada.

Para as pessoas determinadas e "não banalizadas" da minha vida e que arregaçam as mangas sem nunca sentirem frio na pele...


We Can Do It


To be continued...

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Passados 12 anos...eis que:


Pois... desde a última vez que me dediquei a criar este formato online de uma espécie de diário, já quase se passou um ano!! O tempo passa e tanta coisa mudou e se criou, felizmente :)

A grande novidade e alteração à minha vida, foi mesmo deixar o to be continued do Dolce Far Niente e iniciar uma etapa que está bem longe disso, mas que traz conhecimento, traz vida consigo... Iniciar os estudos após 12 anos sem saber o que era voltar a estudar com o objetivo de cumprir metas (entregas de trabalhos, exames...).

Voltar à Universidade e ser trabalhador-estudante é assim um desafio tamanho. Via as colegas de trabalho e amigas a cumprir estas etapas e pensava "Eu nunca me hei-de meter nisto!", "Não consigo, é super difícil e cansativo!", admirava-as por serem lutadoras, via-as a colher o fruto do conhecimento, mas mesmo assim os anos passavam e as mesmas expressões pairavam na minha cabeça.

Mas um belo dia, ao ler um belo e-mail (em Julho de 2017) a divulgar já a 2ª fase de candidatura a um Mestrado, pensei...pensei...pensei e decidi e fui e disse "Seja o que Deus quiser.". 

É difícil? É. Já pensei em desistir? Já. Valerá a pena? Vale muito a pena, sempre! Nem que seja difícil, aprende-se muito. Ganham-se novas amizades, novas culturas, aprendizagens de vida até. No final, virá a melhor recompensa, aquela que vem do meu suor, do meu esforço. Por isso, sim...vale muito a pena :)

Mesmo que deixe de socializar, fique fechada em casa a estudar, agarrada ao computador, já com os olhos a doer...vale sempre a pena. E o 2º semestre está quase concluído, ou seja, o tempo passaaaaaaa...

To be continued...

PS: que o próximo post não seja tão demorado, espero!! 😅