So...this is Rosie, the Riveter (na tradução: Rosie, a rebitadeira) e por trás deste cartaz, criado em Fevereiro de 1943 pelo artista J. Howard Miller, baseado numa fotografia a preto e branco, está a história duma operária norte-americana, em exercício das suas funções, com uma bandana vermelha às bolas brancas e com o braço flectido alto, punho cerrado, manga arregaçada e olhar determinado. Seria esta demonstração um gesto de força e coragem que daria início ao movimento feminista, tornando-se um símbolo de combate ao patriarcado, ao machismo e à ideia da mulher enquanto sexo frágil.
Desde então, passaram-se muitos anos para se descobrir a verdadeira identidade de Rosie, com muitas reenvidicações e aproveitamentos por parte de várias mulheres, na expectativa de serem consideradas verdadeiros ícones. Mas em 2016, finalmente, e após seis anos de investigação intensa por parte do professor universitário James Kimble da Seton Hall University do estado de New Jersey, chegou-se à verdadeira identidade de Rosie, a já falecida Naomi Parker Fraley, no passado dia 20 de Janeiro com 96 anos.
O mote foi dado numa época crítica, como modo de propaganda, um incentivo ao voluntariado das mulheres a ingressarem ao trabalho em fábricas, para colmatar as falhas dos homens que iam para a guerra. E assim surgiu o movimento do "We can do it" (nós conseguimos) e conseguiram e conseguimos todas, sem dúvida alguma.
Este breve enquadramento vem com o propósito muito simples de reforçar a ideia de que podemos sim e juntos podemos ainda mais. Durante um mês (o mês de estudar exaustivamente para os exames, terminar trabalhos, dormir poucas horas, etc.) utilizei muito um emoji conhecido para quem utiliza chats de conversação 💪. Este braço em punho, sinónimo de força (não só para quem frequenta os ginásios e quer mostrar os seus bíceps desenvolvidos!), é algo determinante em maior parte das vezes, nem são precisas palavras para associar ou descrever a conversa, basta 💪 e já todos percebemos e sabemos que estamos todos juntos, no mesmo barco, para o mesmo objectivo e que irá sim, correr tudo bem.
Por exemplo, a expressão "a união faz a força" é de tal forma banalizada até, assim como tantas outras expressões que utilizamos nos nossos dias, mas é nelas que nos deveríamos focar. Não deveriam nunca ser usadas em vão e sim usadas em prol de...
O poder das palavras será sempre muito forte e determinante em tudo na nossa vida. Vivemos disso, palavras e acções e fico muito feliz por um "we can do it" não ser só uma expressão e ser uma acção partilhada.
Para as pessoas determinadas e "não banalizadas" da minha vida e que arregaçam as mangas sem nunca sentirem frio na pele...
We Can Do It
To be continued...

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